HOMEOPATIA:
Ciência, Filosofia e Arte de Curar


Publicações do Autor 

O vitalismo homeopático ao longo da história da medicina - Homeopatia Brasileira 

O vitalismo homeopático ao longo da história da medicina - Homeopatia Brasileira

Teixeira MZ. O vitalismo homeopático ao longo da história da medicina. Homeopatia Brasileira 2002; 8(2): 109-123.

Disponível em: http://ihb.hospedagemdesites.ws/ojs/index.php/artigos/article/view/181/126

 

Resumo

Em seu aspecto filosófico, a Homeopatia situa a gênese das doenças no desequilíbrio da força vital: o tratamento homeopático visa reequilibrar este princípio vital. E o que é esta força vital? O espírito, a alma, a mente ou uma energia primordial responsável pela vida e pela preservação da saúde nos seres vivos? Na incompreensão do verdadeiro significado desta força vital, radicam inúmeras confusões doutrinárias, desde o entendimento do processo da doença até as propostas terapêuticas para as mesmas, podendo transmitir à prática clínica homeopática pretensões que ela não se propõe atingir. Neste trabalho, buscamos estudar a natureza imaterial do homem segundo as principais escolas médicas da Antiguidade, a fim de traçarmos analogias com as principais características da força vital hahnemanniana. Desta forma, podemos visualizar as diversas correntes que podem ter influenciado Hahnemann na elaboração do seu modelo vitalista. Segundo as diversas linhas do pensamento médico estudadas, fica evidente que o distúrbio responsável pela gênese das doenças orgânicas localiza-se no princípio vital, tsri ou chi, linga sharira, duplo etérico, corpo vital ou corpo etéreo, todas correspondendo à vis medicatrix naturae hipocrática, instintiva, automática e desprovida de inteligência, que se assemelha em seu modus operandi ao sistema homeostático ou sistema psico-neuro-imuno-endócrino-metabólico estudado pela fisiologia integrativa nas reações ao estresse.

 

Abstract

The diseases genesis, for the Homeopathic Science, comes from the vital force disturbance: the homeopathic treatment aims to balance this vital source. And what is this vital force? It is the spirit, the soul, the mind, or a primordial energy responsible for the human being’s life and health care. Many doctrinaire misunderstandings come from the incomprehension of this vital force real meaning; starting from understanding the disease process up to the therapeutic propositions for treating them. This may bring to the homeopathic clinical practice aspirations that Hahnemann does not expect to reach. In this work, we stand out the hahnemanniana vital force’s main characteristics, making analogies of the same with the several existing medical and philosophic conceptions. This way, we can visualize the several currents that might have influenced Hahnemann during the elaboration of his vitalistic model. According to the several currents studied, it is evident that the disturb responsible for the organic disease genesis is in the vital source, tsri or chi, linga sharira, tzelem, double electric, vital body or ethereal body, all corresponding to the Hippocratic, instinctive, automatic and unintelligent vis medicatrix naturae which, in its modus operandi, is similar to the neural-immune-endocrine-metabolic system studied by the integrative physiology in the reactions to the stress.

 


Leituras Associadas:

Teixeira MZ. Antropologia Médica Vitalista: uma ampliação ao entendimento do processo de adoecimento humano. Revista de Medicina (São Paulo) 2017; 96(3): 145-158. Disponível em

Teixeira MZ. O vitalismo hahnemanniano na prática clínica homeopática. Revista de Homeopatia (São Paulo) 2000; 65(2): 23-34. Disponível em

Teixeira MZ. A natureza imaterial do homem: estudo comparativo do vitalismo homeopático com as principais concepções médicas e filosóficas. 1ª ed. São Paulo: Editorial Petrus, 2000, 480 páginas. Disponível em

Teixeira MZ. A concepção vitalista de Samuel Hahnemann. Revista de Homeopatia (São Paulo) 1996; 61(3-4): 39-44. Disponível em

Teixeira MZ. Concepção vitalista de Samuel hahnemann. 1ª ed. São Paulo: Robe Editorial, 1997, 131 páginas. Disponível em



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Prof. Dr. Marcus Zulian Teixeira
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